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Neste espaço você conhecerá o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), uma pesquisa completa sobre a localização das áreas de maior risco de incidência do mosquito.

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O Aedes Aegypti e a dengue

A dengue é uma doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Os sintomas mais comuns da doença são febre, dores de cabeça e no corpo (principalmente nas articulações). Também podem aparecer manchas vermelhas na pele e, em alguns casos, sangramentos (mais comuns na gengiva).

Aqueles que apresentarem alguns desses sintomas devem procurar, imediatamente, o serviço de saúde mais próximo.

O Aedes aegypti se reproduz dentro ou nas proximidades de habitações, locais de trabalho, terrenos e áreas públicas, em recipientes ou locais que possam acumular água, gerando pequenos e grandes focos (vasos de plantas, pneus velhos, cisternas, lajes, calhas, caixas d'água etc.). O mosquito mede menos de 1 centímetro, tem cor preta, além de listras brancas no corpo e nas patas. Ele costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando assim o sol forte, mas, mesmo nas horas quentes, pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa.

O Aedes aegypti apresenta um comportamento estritamente urbano, sendo raro encontrar amostras de seus ovos ou larvas em reservatórios de água nas matas. Em média, cada mosquito vive em torno de 30 dias e a fêmea chega a colocar entre 150 e 200 ovos por vez. Seu raio de vôo pode chegar a 800 metros, sendo capaz de picar dezenas de pessoas em um só dia, facilitando a disseminação do vírus da dengue.

Não há tratamento específico para o paciente com dengue clássica. O que o médico faz é tratar os sintomas, como as dores de cabeça e no corpo, com analgésicos e antitérmicos. É muito importante que o paciente fique em repouso e beba bastante líquido durante o tratamento: água, sucos, soro caseiro (preparado com uma colher de chá de sal e uma de sopa de açúcar dissolvida em 1 litro de água fervida ou filtrada). A doença também se apresenta sob a forma hemorrágica - mais grave - que não sendo tratada de forma adequada pode levar, inclusive, à morte do paciente.

São conhecidos quatro tipos de vírus da dengue: 1, 2, 3 e 4, sendo que, no Brasil, não há ainda a circulação do tipo 4. Uma pessoa que já teve dengue não está livre de contrair a doença novamente, ela só estará imune ao mesmo tipo de vírus. Ou seja, a pessoa fica imune ao tipo que provocou a doença anteriormente, mas ainda poderá ser infectada pelas outras três formas conhecidas do vírus da dengue.

Não há perigo de transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções com uma pessoa sadia, nem mesmo por meio de fontes de água ou alimento. Só o mosquito infectado transmite a doença.

A dengue é um sério problema de Saúde Pública em todo o mundo, especialmente nos países tropicais como o nosso, onde as condições do meio ambiente, aliadas a características urbanas, favorecem o desenvolvimento e a proliferação do Aedes aegypti. Mais de cem países em todos os continentes, exceto a Europa, registram a presença do mosquito e casos da doença.

Ainda não existe uma vacina contra a dengue, apesar de todo o empenho que vem sendo despendido pela comunidade científica internacional e brasileira nesse sentido. A expectativa é de que, nos próximos anos, já poderemos ter um imunizante contra a dengue.

Como ainda é utópico cogitar a erradicação da doença, é preciso, no combate à doença, a identificação e eliminação de potenciais criadouros do Aedes aegypti. O primeiro e fundamental passo a ser tomado por qualquer cidadão consciente é acabar com recipientes que acumulem água parada e funcionem como reservatórios ideais para o desenvolvimento de larvas e a proliferação da doença.



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