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Neste espaço você conhecerá o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), uma pesquisa completa sobre a localização das áreas de maior risco de incidência do mosquito.
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![]() Dengue: reidratação infantil é fundamental Durante bate-papo com internautas realizada nesta terça-feira, a Dra. Denise Sztajnbok, professora assistente de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e mestre em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), destacou a importância de crianças serem reidratadas ao primeiro sinal da doença. "É preciso oferecer mais líquidos e numa quantidade de vezes maior do que aquela que a criança está acostumada normalmente, oferecer mais vezes o seio materno caso ela esteja sendo amamentada, se por acaso ainda houver ainda algum sinal de desidratação, procurar fazer o soro caseiro e não deixá-la sem qualquer líquido em nenhum momento", disse Sztajnbok. Ela acrescentou que diferentemente de outras viroses, o sumiço da febre num quadro de dengue não é motivo de melhora. A doutora falou também sobre a necessidade de se acompanhar o comportamento das crianças com suspeitas de dengue. "Fiquem atentos ao sono da criança, aos momentos de irritabilidade, crianças prostradas, com baixo nível de urina, diarréia e temperatura corporal", disse. Confira a íntegra do bate-papo com a Dra. Denise Sztajnbok. Dra. Denise Sztajnbok: Bom dia, estou à disposição Carlos Rocha - Vi muitas crianças sofrendo de dengue este ano. Por que a dengue afetou mais as crianças do que adultos este ano? Dra. Denise Sztajnbok: Bem, Carlos, na realidade, a dengue afetou de maneira mais grave as crianças em 2008 porque elas não eram nascidas na epidemia de dengue passada, em 2002. Elas não tinham imunidade. Quem teve a forma mais grave foi porque talvez tenha contraído o outro sorotipo. Mas há outros fatores envolvidos, entre os quais a infecção prévia. Jefferson: É verdade que se meu filho já teve dengue, ele não pode ter de novo a doença? Dra. Denise Sztajnbok: Jefferson, seu filho pode ter dengue novamente, mas por outro sorotipo. Se a dengue foi do tipo 3, seu filho não desenvolverá mais o tipo 3. Você fica protegido apenas contra um dos quatro sorotipos da dengue. Quando incide outro sorotipo, há um risco de uma infecção mais grave. Elba: Como posso diferenciar se meu filho tem virose ou dengue? Dra. Denise Stajnbok: Elba, bom dia. A dengue é uma virose. Na criança, você tem que fazer o diagnóstico. O quadro clínico é parecido com o de outras doenças virais da infância. É importante fazer o diagnóstico correto porque pode ser uma doença benigna. A criança corre risco de ter a dengue mais grave no período após a febre. Então, temos que ficar atentos aos sinais de alarme, que podem significar a evolução para uma forma mais grave da dengue. Em outras viroses, quando a febre desaparece, não há mais manifestações clínicas. O importante então é procurar assistência médica o quanto antes. Anderson: Como conscientizar os pais sobre a importância de se combater a dengue? Dra. Denise Sztajnbok: Anderson, quem já teve um filho correndo risco de vida por causa de uma doença como esta sabe o papel da prevenção. População e governo têm papéis que se complementam neste sentido. Aos pais, eu adianto os sinais de alarme que são importantes de serem acompanhados: na dengue, é importante que os pais saibam que não podem relaxar na atenção quando a febre desaparece, esta é a fase de maior perigo. Quando a febre abaixa, o cuidado deve ser redobrado. As crianças, principalmente abaixo de 2 anos, não apresentam manifestações clínicas muito expressivas. Ficam sonolentas, têm diarréia, recusam o peito, reduzem o volume da urina. Célio Silva: Os pediatras estão preparados caso a gente tenha mais uma epidemia no ano que vem? Dra. Denise Sztajnbok: Célio, não faço parte do governo, mas espero que realmente as pessoas, médicos e profissionais de saúde estejam mais treinados para combater uma eventual epidemia. Espero que seja feito um treinamento de todos os profissionais de saúde antes de uma epidemia acontecer. Ninguém esperava uma epidemia com a gravidade como a que se viu. Ninguém estava preparado. Que o governo invista para prevenir tragédias. Wanderley: Minha sogra comprou vela de Citronela e botou no quarto das crianças. Pode dar alergia? Citronela funciona? Dra. Denise Sztajnbok: oi Wanderley, citronela espanta mosquito, por causa da fumaça, mas não basta. Não tem nenhuma contra-indicação, mas são necessárias ações individuais como uso de roupas infantis que protejam mais o corpo e também o uso de óleos minerais. Daniel Gonzáles: O fato de muitas pessoas já terem tido a doença deixa as crianças como um grupo de maior risco para o próximo verão? Dra. Denise Sztajnbok: Daniel, as crianças continuam sob risco, ainda mais se entrar um novo sorotipo da dengue no Rio. Se entrar o sorotipo 4 ou outro ao qual as crianças não foram expostas, elas estarão mais suscetíveis a ter dengue e dengue grave. O sorotipo 4 ainda não foi confirmado no Brasil, mas nada impede que ele entre no país Carmencita: Quanto tempo demora para a criança se recuperar após a dengue? Dra. Denise Sztajnbok: Oi Carmencita, a dengue é uma doença aguda, com possibilidade de complicações no quadro, mas geralmente duas ou três semanas costumam ser suficientes para a criança se recuperar. Samanta Campos: Oi tudo bom... no campinho onde meu filho joga bola sempre tem poça d'água quando chove. Devo proibi-lo de jogar lá? Dra. Denise Sztajnbok: Oi Samanta. Proibir é maldade, mas deve agir junto com a comunidade para acabar com os focos e limpar o campo são soluções melhores. Forrar com terra é melhor do que proibir. Pedro: Dra., bom dia. O fumacê da dengue faz mal às crianças? Dra. Denise Sztajnbok: Oi Pedro, se a criança tiver asma ou alguma alergia, o fumacê da dengue e outros sprays prejudicarão a criança da mesma forma. Mas que eu saiba, o fumacê por si só não parece ser tóxico à criança Moderador: Dra. Denise, chegamos ao fim do bate papo. Vamos às considerações finais. Dra. Denise Sztajnbok: Gostaria de falar de quando a criança apresenta o quadro de dengue. Os pais precisam procurar uma unidade de atendimento para hidratação o quanto antes. É preciso oferecer mais líquidos e numa quantidade de vezes maior do que aquela que a criança está acostumada, oferecer mais vezes o seio materno caso ela esteja sendo amamentada, se por acaso ainda houver ainda algum sinal de desidratação, procurar fazer o soro caseiro e não deixá-la sem qualquer líquido em nenhum momento. Antes de me despedir, quero deixar claro que as crianças muito pequenas não vão se queixar de dengue como uma criança mais velha. Fiquem atentos ao sono da criança, aos momentos de irritabilidade, crianças prostradas, com baixo nível de urina, diarréia e temperatura corporal. E mais uma vez volto a chamar a atenção para o fato de quando a febre passa, os pais não podem relaxar. Fora isto, é importante ficar atento aos focos da doença. A dengue diminuiu, mas não acabou. Gostaria de agradecer a oportunidade e desejar a todos um bom dia. |
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