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Neste espaço você conhecerá o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), uma pesquisa completa sobre a localização das áreas de maior risco de incidência do mosquito.
Confira os últimos números ![]() |
![]() Prevenção: acabar com criadouros de mosquitos é a única forma de evitar a dengue Verão. Calor, chuvas e dengue. A alternância de altas temperaturas com chuvas acaba por fornecer o ambiente ideal para a reprodução do Aedes aegypti e para o desenvolvimento das larvas do mosquito, fazendo com que esta seja a estação em que a doença aparece com mais força. Momento, portanto, de redobrar os cuidados. Como? Quem indica as ações a serem empreendidas é Rafael Freitas, pesquisador do Laboratório de Transmissores de Hematozoários do Instituo Oswaldo Cruz. Nesta entrevista ao Rio Contra Dengue ele destaca, ainda, que a única forma de prevenção é mesmo o combate ao mosquito. Confira! Rio Contra Dengue: Quais são os principais cuidados e as ações de prevenção mais importantes em relação à dengue? Rafael Freitas: A principal ação para evitar a dengue é, sem dúvida, manter a casa livre de depósitos que possam acumular água e, assim, se tornarem criadouros para a proliferação do Aedes aegypti. Se cada morador fizesse esse trabalho em sua própria casa, teríamos maior efetividade no controle desse vetor. RCD: Em relação a cuidados e prevenção, quais são as principais lendas e mitos? Rafael Freitas: Talvez o maior deles envolva o local de oviposição das fêmeas do mosquito. É extremamente raro encontrar larvas de Aedes aegypti em coleções de águas hídricas, como lagos, lagoas, riachos e córregos, assim como em lugares com deposição de matéria orgânica, como valões de esgoto a céu aberto. Encontramos as larvas em abundância em criadouros artificiais, de água pouco turva, geralmente associado a alguma habitação humana. RCD: Própolis e remédios homeopáticos, por exemplo, costumam ser indicados para prevenir a contaminação. Isto é verdade? Há algo que possa, de fato, evitar a contaminação? Rafael Freitas: A única coisa que pode, de fato, evitar a contaminação, é manter os níveis da população do vetor abaixo de um limite no qual não se observe a ocorrência de ciclos epidêmicos. Em relação à Homeopatia, não há nada comprovado que funcione. RCD: Já em relação a velas e repelentes, elas são formas eficazes de prevenção? Rafael Freitas: Elas podem atuar como repelente, mas com uma grande limitação espacial e temporal. Por exemplo, uma vela de andiroba pode afastar os mosquitos do cômodo da casa onde a vela está, mas não os matará. Tampouco irá evitar que eles retornem assim que a vela se apagar. A melhor forma de prevenção é a redução de criadouros. RCD: Em épocas de epidemia a atenção da população está voltada para a doença e, portanto, as ações de prevenção costumam ser intensificadas. Qual a importância de manter estas ações mesmo fora dos períodos epidêmicos? Rafael Freitas: Para o público em geral, uma epidemia de dengue parece se iniciar repentinamente. Entretanto, essa é uma informação incorreta (dentre tantas outras que infelizmente circulam e confundem as pessoas). Como sabemos, os ovos de Aedes aegypti são resistentes à dissecação, podendo ficar até um ano ainda viáveis. Ou seja, daqueles mosquitos que estão voando e picando no verão, parte deles foi posta ao longo do ano que passou. Com o aumento da pluviosidade no verão, os ovos depositados ao longo do ano eclodem num intervalo de tempo muito curto, gerando aumento significativo na população do vetor. |
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