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Neste espaço você conhecerá o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), uma pesquisa completa sobre a localização das áreas de maior risco de incidência do mosquito.
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![]() Alerta: o que a volta do sorotipo 1 da dengue pode representar O Ministério da Saúde registrou, no início deste ano, aumento nos casos de dengue. Isto pode estar relacionado ao forte calor e aos altos volumes de chuvas em diversas regiões do país, mas outro fator também vem contribuindo para o crescimento das notificações: a circulação do sorotipo viral DEN-1. O vírus do dengue se divide em quatro tipos, denominados DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Embora os sintomas da doença sejam iguais para os três tipos de vírus, a circulação ocorre de forma heterogênea nos estados. Além disso, quando uma pessoa contrai a doença por um sorotipo, fica imunizada apenas contra ele. Isto significa que ela até pode, posteriormente, ser infectada, mas por outro sorotipo. Após circular com maior intensidade na década de 90, o DEN-1 voltou a predominar em alguns estados no final de 2009, e é justamente este o motivo da preocupação. Para entender melhor quais os riscos que a volta do sorotipo viral DEN-1 pode representar para a população, o portal Rio Contra Dengue conversou com Alexandre Chieppe, superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro. Nesta entrevista, além de falar sobre os diferentes sorotipos da dengue, ele destaca as ações do Estado do Rio de Janeiro para evitar uma epidemia. Confira! Rio Contra Dengue: O vírus do dengue se divide em quatro tipos, denominados DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Todos estes vírus estão em circulação no país? Alexandre Chieppe: Não. Até o momento, só temos detecção viral no Brasil dos tipos 1, 2 e 3. RCD: Todos os vírus podem causar tanto a manifestação clássica da doença quanto a dengue hemorrágica? É possível diferenciá-los quanto à virulência, por exemplo? Pode-se dizer que um é mais perigoso que outro? Alexandre Chieppe: Qualquer um dos tipos virais pode estar associado à ocorrência de dengue hemorrágica. A gravidade da doença vai depender de diversos fatores, que incluem episódio prévio de dengue por outro sorotipo, condições fisiológicas do indivíduo e, até mesmo, manejo clínico adequado. Do ponto de vista epidemiológico, os casos mais graves tendem a ocorrer quando temos uma população sensibilizada para um sorotipo e ocorre epidemia por outro tipo. RCD: Em 1986, o vírus tipo 1 foi isolado pelo Departamento de Virologia da Fiocruz. Há quanto tempo o vírus 1 não circula no país? Por que o aumento da circulação dele tem preocupado as autoridades de Saúde? Alexandre Chieppe: O sorotipo 1 manteve sua circulação no país durante estes anos desde de sua introdução em 1986, porém de forma menos intensa em alguns estados do país, como é o caso do Rio de Janeiro, uma vez que os outros tipos foram sendo introduzidos e foram se espalhando nos anos seguintes. O sorotipo 1 ficou "quietinho" e, aqui em nosso estado, segue assim na maioria dos municípios, em especial desde 2001. Certo que isso não se repete para todos os estados do país e também para todos os nossos municípios, por conta do risco dessa "reintrodução" do tipo 1 no Rio de Janeiro, a preocupação é grande, pois teremos uma população sensibilizado para os demais sorotipos e suscetível para o sorotipo 1. RCD: Por que o crescimento da circulação do vírus 1 pode ocasionar uma epidemia da doença? Alexandre Chieppe: Porque temos uma boa parcela da população que nunca entrou em contato com este sorotipo e, portanto, poderá ser afetada pela doença, principalmente as faixas etárias mais baixas. |
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