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Neste espaço você conhecerá o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), uma pesquisa completa sobre a localização das áreas de maior risco de incidência do mosquito.

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Após a chuva, cuidados e prevenção redobrada

Segunda-feira, 5 de abril. Para os moradores do Estado do Rio de Janeiro será difícil esquecer este dia. Um volume recorde de chuva – o maior em 44 anos – causou estragos e mortes em vários locais do estado. Inundações, enchentes, desabrigados... Se já não bastassem estes graves problemas, as fortes chuvas podem trazer outro: a dengue.

Afinal, o aumento dos índices pluviométricos oferece a condição climática ideal para a reprodução do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da doença. E a preocupação maior surge justamente agora, após as chuvas, quando a água empoçada perde seu movimento. Um perigo que precisa ser neutralizado com a ajuda de toda a sociedade.

A simples combinação de chuvas com temperaturas e umidade relativa do ar altas já propicia o aumento da oferta de criadouros do mosquito, por conseqüência, o aumento do índice de infestação, o que aumenta também os riscos de transmissão do vírus da dengue. Mas a situação agrava-se com a construção irregular de domicílios. Para evitar a proliferação do mosquito, um bom começo é eliminar potenciais reservatórios de água parada.

Para isso, atitudes simples como remover resíduos que impedem a chuva de escorrer pelas calhas, retirar a água que se acumula nas lajes, encher de areia pratinhos de plantas ou eliminá-los são fundamentais. É importante, também, evitar que objetos que possam acumular água – garrafas, latas e pneus, por exemplo – fiquem expostos à água da chuva.

Além disso, o acondicionamento correto do lixo – ele deve ser colocado em lixeiras bem fechadas, em local adequado e fora do alcance de animais – é fundamental para evitar a proliferação do mosquito, já que o acúmulo de dejetos, aliado à incidência das chuvas, propicia o desenvolvimento do Aedes aegypti.

Após as chuvas que assolaram o Rio de Janeiro há, sem dúvida, muito o que fazer. Mesmo depois que as águas baixarem, a população deve permanecer alerta para os riscos. Quem mora em locais de risco deve procurar um local seguro para ficar. Outra medida importante é evitar lugares alagados, que trazem diversos perigos à saúde.

 Quem entrou em contato com água de enchentes deve, primeiro, tomar um bom e longo banho, lavando bem as mãos e o rosto. Depois, o mais indicado é esperar. Se surgir febre, diarreia, náusea, vômitos e dores ou desconfortos abdominais é preciso procurar um médico. Sintomas que podem aparecer de 48 horas a até 12 dias.

Limpar, se proteger e, claro, se prevenir. A prevenção à dengue é, certamente, uma das ações que devem ser postas em prática imediatamente. Afinal, diante de tantos problemas causados pela chuva que atingiu todo o estado, não podemos deixar que a dengue se transforme em mais um deles.






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