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Neste espaço você conhecerá o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), uma pesquisa completa sobre a localização das áreas de maior risco de incidência do mosquito.

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Vírus da dengue: saiba como ele age no organismo

Febre, dor de cabeça, dores no corpo... Como você sabe, estes são alguns dos sintomas da dengue. Você também já deve saber que esta é uma doença séria e que, em caso de suspeita, o mais indicado é procurar um médico o mais rapidamente possível. Mas você sabe como surgem os sintomas e por que o vírus da dengue pode atingir de forma tão agressiva o organismo? Para entender melhor como o vírus age, é importante compreender o ciclo de transmissão dele.

Este ciclo começa em uma pessoa que já esteja infectada, já que o Aedes aegypti adquire o vírus quando se alimenta do sangue de um doente. Mas para que isso aconteça, é necessário que o vírus esteja em circulação no sangue do doente, o que acontece no período denominado viremia, que dura, em média, cinco dias. Uma vez dentro do Aedes aegypti, o vírus multiplica-se no intestino do inseto e, com o tempo, passa para outros órgãos, como os ovários, o tecido nervoso e, finalmente, as glândulas salivares. Ao picar uma pessoa, o mosquito transmite, então, o vírus. Do momento em que pica o primeiro doente até tornar-se vetor permanente, ou seja, transmissor da doença, passam-se de oito a 12 dias.

Já nas pessoas, o vírus age da seguinte forma: assim que penetra no nosso corpo se multiplica nos tecidos linfáticos, em linfonodos próximos e células musculares, e se dissemina pelo organismo livre no plasma ou no interior de células de defesa como macrófagos e monócitos. O vírus da dengue tem tropismo por essas células que são importantes para sua replicação. Uma vez na corrente sanguínea, período chamado de viremia, o vírus pode atingir diferentes órgãos como baço, fígado e medula óssea. O período conhecido como incubação que dura de quatro a sete dias, corresponde ao momento da entrada do vírus em nosso organismo até o aparecimento dos sintomas.

Mas não é só isso. Durante a multiplicação do vírus, formam-se substâncias que agridem as paredes dos vasos sanguíneos, originando perda de líquido (plasma). Se isto acontecer muito rapidamente, aliado à diminuição de plaquetas, podem originar-se sérios distúrbios no sistema circulatório como hemorragias e queda da pressão arterial (choque. Além disso, com pouco plasma o sangue fica mais denso, dificultando as trocas gasosas com o pulmão, o que pode gerar uma deficiência respiratória aguda.

Mas quais são, na prática, os sintomas que indicam a ação do vírus no organismo? Na dengue, há uma diminuição da circulação de plaquetas (plaquetopenia) e um aumento da concentração do sangue (hemoconcentração). As duas alterações podem ser identificadas por meio de um exame de sangue, o hemograma. Os sintomas são febre de início súbito; dor de cabeça; dores musculares, articulares e ósseas; erupções na pele; coceira, principalmente em palmas e plantas; prostração; náuseas; vômitos; dor abdominal; diarreia; tonturas e hemorragias induzidas ou espontâneas.

Mas é preciso atenção, pois alguns sintomas podem prenunciar gravidade mesmo que não haja alterações laboratoriais características de dengue grave. Vômitos muito frequentes, dor abdominal importante, tonturas e hemorragias são alguns dos sinais de alerta. Além disso, é preciso atenção também ao histórico de saúde do doente. Condições prévias como dengue anterior, hipertensão arterial, diabetes, asma brônquica e outras doenças respiratórias crônicas graves podem agravar a doença.

Para os casos graves de dengue, costuma-se aplicar soro fisiológico no doente a fim de compensar a perda de líquido. Nos outros casos, a desidratação pode ser contornada com uma dieta baseada na ingestão de frutas, sucos e muita água. A doença persiste entre oito e 15 dias, até que o sistema imunológico destrua o vírus. Mas, atenção! Devem ser evitados o Ácido Acetil Salicílico (AAS) e seus derivados. O AAS pode interferir no processo de coagulação – na dengue a diminuição do número de plaquetas é frequente e este medicamento reduz a adesão delas.

Como, até o momento, não há vacina contra o vírus, a melhor forma de se proteger é a prevenção. Ou seja, evitar que o Aedes aegypti se prolifere. Para evitar que o mosquito se desenvolva é preciso eliminar as águas paradas, ou seja, os seus criadouros. Não havendo água parada, as fêmeas não têm um lugar adequado para que seus ovos se desenvolvam e, desta forma, a população de mosquitos adultos vai sendo reduzida até não representar mais perigo.

Clique aqui e confira algumas importantes dicas de prevenção.






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