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Neste espaço você conhecerá o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), uma pesquisa completa sobre a localização das áreas de maior risco de incidência do mosquito.

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Dengue em crianças

Mais frágeis e vulneráveis, as crianças estão se tornando as principais vítimas da dengue. O número de meninos e meninas com a doença vem crescendo desde 2004 e representa, atualmente, aproximadamente 25% dos casos confirmados no país. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2008, mais da metade das internações por dengue em alguns dos grandes centros urbanos brasileiros foram de crianças. Mesmo que o Ministério ainda não tenha uma estatística consolidada em relação às crianças, a constatação de um percentual crescente em relação ao total de casos confirmados é motivo de preocupação.

A tendência é que a dengue se torne no Brasil uma doença de infância, como ocorre no Sudeste Asiático. Como quase toda a população adulta já teve dengue, as crianças são mais vulneráveis por não terem imunidade ao vírus. “O aumento no número de casos de dengue entre crianças é esperado uma vez que os adultos já apresentam imunidade porque já adoeceram”, confirma Marisa Santos, Infectologista do Instituto Nacional de Cardiologia e da Secretaria de Estado de Saúde e defesa Civil (Sesdec).

Além de clinicamente mais vulneráveis que os adultos, as crianças apresentam características que dificultam o diagnóstico e têm mais chances de desenvolver quadros graves da doença. “Isto acontece por vários motivos, dentre eles o fato de as crianças serem mais sensíveis à perda de líquidos que ocorre nas formas graves da doença”, cita Marisa. Outro agravante é que elas, quando adquirem a chamada febre hemorrágica, uma das formas graves da doença, têm mais chances que os adultos de evoluírem para o quadro de choque, quase sempre fatal.

O crescimento do número de casos em crianças levou, inclusive, o Ministério da Saúde a adotar medidas como o treinamento de pediatras para identificar os sintomas em crianças e a distribuição de um manual específico para o atendimento deste grupo, entregue a todos os médicos inscritos no Conselho Federal de Medicina. “As crianças, assim como idosos e gestantes, merecem uma atenção especial e acompanhamento mais cuidadoso, com retorno diário para consulta médica até que fiquem 48h sem febre e tenham melhora clínica”, orienta Marisa.

Para ajudar os médicos, o Ministério dedicou às crianças uma parte do Manual de Manejo Clínico da Dengue. Segundo este manual, na maioria das vezes, a dengue na criança apresenta-se como quadro febril agudo acompanhado de sintomas inespecíficos como apatia ou sonolência, recusa alimentar, vômitos, diarreia ou fezes amolecidas. Nos menores de 2 anos de idade, especialmente nos menores de 6 meses, choro persistente e irritabilidade podem indicar dor de cabeça, muscular e nas articulações.

Portanto, os médicos não devem esperar um quadro clínico específico na criança, principalmente no lactente, pois a dengue da criança, em sua fase inicial, é igualzinha a qualquer virose. A única difereneça é a ausência de manifestações respiratórias, ou seja, não há coriza e nem tosse. Nas crianças, como nos adultos, as formas graves se manisfestam em torno do terceiro dia de doença, mas no caso delas o agravamento geralmente é súbito. Outro fator importante é que naquelas que têm menos de 5 anos, o início da doença pode passar despercebido e o quadro grave ser identificado como a primeira manifestação clínica.

Como ainda não existe uma vacina contra vírus da dengue, a melhor forma de proteger não só as crianças, mas toda a população, é a prevenção. A única forma de diminuir os casos de dengue é evitar a profliferação do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti. Para evitar que ele se desenvolva é preciso eliminar a água parada, já que este é o meio propício para sua criação e reprodução. Não havendo água parada, as fêmeas não têm um lugar adequado para que seus ovos se desenvolvam e, desta forma, a população de mosquitos adultos vai sendo reduzida.






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