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Neste espaço você conhecerá o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), uma pesquisa completa sobre a localização das áreas de maior risco de incidência do mosquito.

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Combate à dengue: a responsabilidade também é sua

Nos últimos dois anos a dengue esteve sob controle no Estado do Rio de Janeiro. Isso, no entanto, não significa que o risco de uma epidemia como a de 2008 esteja afastado. Ao contrário, já que o Ministério da Saúde sinaliza a possibilidade de a doença voltar com força total já no fim deste ano. O alerta do MS leva em conta o comportamento do vírus no país em 2010. Um fator que vem contribuindo para o crescimento das notificações é a circulação do sorotipo viral DEN-1. Após circular com maior intensidade na década de 90, ele voltou a predominar em alguns estados no final de 2009.

O vírus do dengue se divide em quatro tipos, denominados DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Embora o tipo 1 tenha circulado no país desde a sua introdução, em 1986, isto não ocorreu de forma intensa, já que outros tipos foram sendo introduzidos. O DEN-1 ficou quieto por este tempo, mas o risco de se repetir aqui o que aconteceu este ano em outros estados, sua reintrodução, existe. E o fato de grande parte da população, por nunca ter tido contato com o sorotipo 1, está suscetível a ele é motivo de preocupação. Vale lembrar que foi a reintrodução de um dos sorotipos do vírus da dengue, o DEN-2, que causou a grave epidemia de 2008 no Rio de Janeiro.

O momento, portanto, é de redobrar a atenção. Todos precisam assumir sua responsabilidade no combate à dengue. Como ainda não existe uma vacina contra o vírus, a única forma de proteção é o combate ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Pode parecer óbvio, mas nem sempre é o que acontece. O Índice de Infestação Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), realizado no Estado do Rio de Janeiro em março, aponta índices altos de presença de larvas e depósitos para mosquito dentro de residências. Portanto, mudar esta situação e evitar uma nova epidemia é, de fato, responsabilidade de todos nós.

Para evitar que o mosquito se desenvolva, o primeiro passo é eliminar a água parada, já que este é o meio propício para sua criação e reprodução. Não havendo água parada, as fêmeas não têm um lugar adequado para que seus ovos se desenvolvam e, desta forma, a população de mosquitos adultos vai sendo reduzida. Procure, então, locais que possam acumular água – calhas, declives no terreno, ralos entupidos, pneus e outros objetos que fiquem expostos à chuva etc. Limpe o que deve ser limpo, feche o que pode ser fechado, retire recipientes abertos de locais descobertos e não deixe de colocar areia nos pratos dos vasos de plantas.

É preciso ter atenção também com caixas d’água, cisternas, poços e qualquer outro depósito de água. Mais que tampá-los, é importante verificar se eles estão bem vedados, já que qualquer fresta pode permitir a passagem do mosquito. Além disso, não esqueça o cuidado com o lixo. Não basta jogá-lo fora. É necessário que ele seja acondicionado de forma correta até que seja recolhido pelo serviço de limpeza urbana e o mantenha longe de animais. São atitudes simples, mas fundamentais. Afinal, se cada um fizer esse trabalho em sua própria casa, certamente o controle do mosquito será mais efetivo.






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