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Neste espaço você conhecerá o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), uma pesquisa completa sobre a localização das áreas de maior risco de incidência do mosquito.

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Monitoramento e controle para reduzir a população de Aedes aegypti

Reduzir a população do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, nos locais onde ele se reproduz com facilidade sem usar produtos químicos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Esta é a proposta do Sistema de Monitoramento e Controle Populacional do Aedes aegypti (SMCP-Aedes), uma metodologia de monitoramento e controle populacional do mosquito transmissor do vírus da dengue. O SMCP-Aedes foi criado em parceria pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e pela Fundação Oswaldo Cruz, por meio de seu Programa de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde Pública (PDTSP).

O sistema utiliza tecnologias da informação espacial baseadas no uso da internet e de softwares livres para coletar, armazenar, analisar e disseminar informações sobre a distribuição espaço-temporal da população do mosquito, a partir de amostras (de ovos do mosquito) coletadas continuamente com armadilhas conhecidas como ovitrampas. A metodologia propõe novos instrumentos para a Vigilância em Saúde ao utilizar estratégias que se fundamentam em aspectos específicos da biologia do Aedes aegypti e de suas interações com as pessoas e o ambiente nos ecossistemas urbanos.

“A ideia de desenvolver um sistema para monitoramento e controle do Aedes aegypti surgiu a partir do encontro de uma equipe de biólogos que há duas décadas estuda métodos e estratégias para vigilância e controle de vetores de filarias e de vírus, com um grupo que vem se dedicando à aplicação de tecnologias da informação à vigilância epidemiológica, na rede SAUDAVEL – Sistema de Apoio Unificado para Detecção e Acompanhamento em Vigilância Epidemiológica”, conta Leda Regis, bióloga da Fiocruz-PE, que coordenou o projeto.

Os métodos atualmente empregados têm como alvo as larvas, sendo, portanto, seu foco principal os locais onde elas se desenvolvem (criadouros), tanto para monitorar a presença do vetor pela observação visual das larvas, quanto para aplicar produtos larvicidas. O SMCP-Aedes tem como alvo os mosquitos adultos e seus ovos. “Para detectar a presença do Aedes e quantificar sua população, fêmeas são atraídas para armadilhas onde deixam seus ovos, que são, então, contados. Protegidas com larvicida biológico, estas armadilhas funcionam como verdadeiras sentinelas permanentes nos locais onde são instaladas, indicando, pela presença de ovos, a visita de fêmea que sugou sangue nos dias anteriores”, explica Leda.

Segundo a bióloga, tecnologias de informação são utilizadas para registro da localização das ovitrampas-sentinela, contagem dos ovos, transmissão da informação a um banco de dados geográficos que analisa e produz mapas de distribuição geográfica do vetor. “As ações para reduzir a população do vetor são dirigidas aos locais indicados por este sistema como prioritários, nos momentos mais indicados, e consistem em atração-e-eliminação em massa de ovos e de adultos, por ações mecânicas empregando ovitrampas-controle e aspiradores”, diz.

A aplicabilidade e a eficiência do sistema estão sendo testadas em escala em dois municípios pernambucanos (Ipojuca e Santa Cruz do Capibaribe). Nessas cidades, o sistema foi implantado em 2008, por decisão e com acompanhamento da Secretaria de Saúde de Pernambuco, e das secretarias locais de Saúde, realizando, assim, a ponte entre a pesquisa e a ponta operacional dos serviços públicos de Saúde. A transferência desta tecnologia para os corpos técnicos dos municípios e do estado, incluindo treinamento e implantação, precisam, pelo menos inicialmente, da supervisão do Inpe e da Fiocruz.

“O pacote tecnológico pode ser transferido a administrações municipais. Deve-se ressaltar que a implantação do sistema, com autonomia, requer uma série de protocolos que estão sendo preparados com a avaliação final do teste-piloto nos dois municípios, nos próximos meses”, ressalta Leda. O SMCP-Aedes e seus manuais poderão ser acessados gratuitamente nos sites: www.inpe.br e www.cpqam.fiocruz.br.






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