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Neste espaço você conhecerá o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), uma pesquisa completa sobre a localização das áreas de maior risco de incidência do mosquito.
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![]() Pesquisa: estudo da UFMG identifica a circulação do vírus da dengue em mosquitos Monitorar e identificar a circulação do vírus da dengue em mosquitos e ovos coletados no campo. Foi com este objetivo que pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) realizaram o estudo Dengue vírus 3 genótipo I em mosquitos e ovos Aedes aegypti, publicado no periódico Emerging Infectious Diseases. Embora a detecção do vírus da dengue em mosquitos e ovos coletados não seja inédita, o trabalho realizado pela equipe da UFMG traz uma novidade. “A novidade é a detecção de um genótipo diferente do vírus da dengue que não circulava em outras regiões do Brasil. Em estudo realizado em 2002-2004, por nosso grupo, o mesmo genótipo foi detectado em sangue de pacientes com dengue. Praticamente um ano depois, o novo genótipo foi encontrado circulando na população do mosquito vetor”, explica a professora Erna Geessien Kroon, do Laboratório de Vírus do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB). O vírus da dengue se divide em quatro tipos, denominados DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Nesse trabalho, a equipe de pesquisadores da UFMG identifica a presença do vírus dengue 3 genótipo I em mosquitos e ovos capturados na região de Belo Horizonte. “O que nós percebemos é que os insetos coletados foram infectados com o vírus em um processo natural confirmando a transmissão vertical do vírus, ou seja, da fêmea adulta para seus ovos”, explica Erna Kroon. Segundo ela, outra novidade do artigo é que, até então, este vírus ainda não havia sido identificado em mosquitos e larvas, apenas em seres humanos. Para a pesquisadora, o estudo pode ser importante para identificar qual tipo de genótipo está circulando com maior frequência, o que pode ser essencial no combate à doença. “Se conseguirmos mostrar que determinado genótipo está sendo o maior causador da doença e que ele é encontrado com mais frequência em determinada região, os esforços de prevenção podem ser mais focalizados e apresentarem maior eficácia a um menor custo”, conclui. Segundo a professora, a detecção de novos tipos de vírus da dengue em populações de mosquitos pode auxiliar nas estratégias de combate à doença. “O monitoramento por epidemiologia molecular da circulação do vírus da dengue e seus tipos em vetores (mosquitos e larvas), permitiria acompanhar a circulação do vírus e determinar o potencial de sentinela do sistema. Como o resultado seria esperado uma ação mais direta, eficiente, dos agentes de saúde e órgão governamentais, que teriam acesso não somente aos dados de localização e circulação do vetor, mas também do vírus e seus tipos, permitindo uma possível ação mais incisiva no combate e controle da doença”, explica Erna Kroon. |
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