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Neste espaço você conhecerá o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), uma pesquisa completa sobre a localização das áreas de maior risco de incidência do mosquito.
Confira os últimos números ![]() |
![]() Atenção redobrada: este é o momento de se preparar para o verão Alerta. Segundo o último Levantamento do Índice de Infestação Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), realizado em maio, é assim que estão 46% dos 67 municípios do Estado do Rio de Janeiro que realizaram o levantamento. Estas cidades estão em alerta para a ocorrência de surto ou epidemia de dengue porque o Índice de Infestação Predial (IIP) está entre 1 e 3,9%. A situação é pior nos quatro municípios que têm IIP maior que 4% e que, por isso, estão em uma situação considerada de alto risco. Alerta pelo resultado do LIRAa, mas não só. O IIP é apenas um dos indicadores que mostram que o momento, mais do que nunca, deve ser de prevenção. As informações epidemiológicas e as informações dos tipos virais circulantes, junto com os resultados do LIRAa, reforçam a necessidade de intensificar as ações de controle do vetor. Afinal, o fato de nos últimos dois anos a dengue ter estado sob controle no Estado do Rio de Janeiro não significa que o risco de uma epidemia como a de 2008 esteja afastado. Ao contrário, o próprio Ministério da Saúde sinaliza a possibilidade de a doença voltar com força total no próximo verão por conta do comportamento do vírus no país em 2010. Em as notificações já apresentam crescimento devido à circulação do sorotipo viral DEN-1. Após circular com maior intensidade na década de 90, ele voltou a predominar em alguns estados no final de 2009, causando elevadas taxas de incidência de casos ou epidemias, incluíndo ocorrência de óbitos, em várias partes do país neste ano, como nos estados de São Paulo, Belo Horizonte, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O vírus do dengue se divide em quatro tipos – DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN- 4 – e embora o tipo 1 tenha circulado no país desde a sua introdução, em 1986, isto não ocorreu de forma intensa. Agora, pode se repetir aqui no Rio de Janeiro o que aconteceu este ano em outros estados, sua reintrodução. Vale lembrar que foi a reintrodução de um dos sorotipos do vírus da dengue, o DEN-2, que causou a grave epidemia de 2008 no Rio de Janeiro. Quando uma pessoa contrai a doença por um sorotipo, fica imunizada apenas contra ele. Isto significa que ela pode, posteriormente, ser infectada por outro sorotipo. E não é só! A gravidade da doença depende, entre outras coisas, de episódio prévio de dengue. Do ponto de vista epidemiológico, os casos mais graves tendem a ocorrer quando há uma população sensibilizada para um sorotipo e ocorre epidemia por outro tipo. Voltando à palavra inicial, o momento é de alerta. É preciso redobrar a atenção! Como não existe uma vacina, a única forma de proteção é o combate ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti. O índice larvário obtido no LIRAa aponta para o risco potencial da presença do vetor no estado e, portanto, para a dispersão do vírus. Se há vírus, vetor e população suscetível, a possibilidade de surtos e epidemias existe. Para evitar isso, todos nós precisamos agir! Para evitar que o mosquito se desenvolva é preciso eliminar o meio propício para sua criação e reprodução: a água parada. Sem água parada, as fêmeas não têm um lugar adequado para que seus ovos se desenvolvam e, assim, a população de mosquitos vai sendo reduzida. Procure, então, locais que possam acumular água. Limpe o que deve ser limpo, feche o que pode ser fechado, retire recipientes abertos de locais descobertos e verifique caixas d’água, cisternas e poços. Atitudes simples, mas fundamentais para o controle do mosquito! |
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