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Neste espaço você conhecerá o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), uma pesquisa completa sobre a localização das áreas de maior risco de incidência do mosquito.
Confira os últimos números ![]() |
![]() Se é tempo de chuvas, é tempo de prevenção redobrada contra a dengue Já estamos nos acostumando com a chuva e seus índices, que apontam para uma situação nada animadora A cada dia, novas cifras são lançadas pela mídia e, com elas, estragos causados pela ação do homem na natureza. São inundações, enchentes, desabrigados... O que ainda pouco se considera é que se é tempo de chuvas, é também tempo de maior risco para notificação de casos de dengue. Uma realidade que precisa ser combatida já. Somado ao calor, o aumento dos índices pluviométricos oferece a condição climática ideal para a reprodução do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. Na verdade, é o pós-chuva a maior fonte de preocupação: justamente quando a água empoçada perde o seu movimento e a sociedade precisa ser acionada para as devidas providências. Segundo o epidemiologista e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Roberto Medronho, podemos atribuir ao aquecimento global e aos efeitos da modernidade parcela da culpa: - Hoje, com o aquecimento global, áreas como as subtropicais e regiões serranas, que não tinham casos de dengue, passam a reunir condições climáticas ideais para a transmissão da doença. Isto porque é a combinação de chuvas com a alta da temperatura e da umidade relativa do ar que propicia a transmissão da doença. A situação agrava-se com os grandes adensamentos urbanos desordenados, o abastecimento inadequado de água, domicílios construídos de forma irregular e não saudável, gerando ornamentos, verdadeiros armazenamentos de água – conclui o professor. Eliminar os potenciais reservatórios de água parada é mesmo um bom começo... Remover resíduos que impedem a chuva de escorrer pelas calhas das casas, bem como a água que se acumula nas lajes, além de encher de areia pratinhos de plantas ou eliminá-los são apenas algumas das simples medidas de prevenção que podem ser adotadas. Com a persistência das chuvas, não é tempo de descuido. - Deve-se conter o acúmulo de garrafas pet que, somado ao rápido descarte de bens de consumo baratos, transforma-se em potenciais criadouros do Aedes aegypti. A coleta regular e o acondicionamento desse lixo em local adequado são fundamentais para o escoamento da água e combate à proliferação do mosquito. O acúmulo de dejetos, aliado à incidência das chuvas, torna o meio propício para o desenvolvimento de pupas do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue – alerta Medronho. Cuidar do lixo e evitar que se transforme em potencial criadouro de dengue é mais uma recomendação importante não só para o verão, mas para todas as estações do ano. Para isso, potes, latas e garrafas vazias devem ser depositados em lixeiras bem fechadas, fora do alcance de animais. De acordo com o epidemiologista, a iniciativa de combate à dengue deve acontecer de forma integrada, e é tarefa do cidadão comum buscar uma aliança com as autoridades e afastar, de vez, o risco de uma possível epidemia no verão de 2009: - Hoje, felizmente, já não há a discussão sobre a posse do mosquito. De quem ele é - se dos Governos Estadual, Federal ou Municipal - já não importa. Há, sim, a necessidade de que cada um de nós, cidadãos comuns (e forças produtivas), nos mobilizemos para fazer nosso dever de casa e, assim, evitar a proliferação de macrofocos. A aliança entre os setores público, privado e a sociedade civil é fundamental, são elos que devem cumprir suas ações integradas para vencermos essa luta – reforça Medronho. |
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