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Neste espaço você conhecerá o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), uma pesquisa completa sobre a localização das áreas de maior risco de incidência do mosquito.

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A cultura do Cordel , rima e informação

As crianças todas atentas, os pais também, nisso surge no meio da roda, que improvisa um palco, a figura de homem, um cordelista. Este homem puxa para si a responsabilidade de contar uma história. Neste caso o tema tratado é sério, o que aumenta a importância de seu trabalho. E lá vai ele, com suas rimas, mostrar que a cultura popular pode ser o caminho mais curto e eficaz para criar o hábito de combater o Aedes aegypti.

Para quem não está familiarizado, o Cordel é um tipo de poesia popular, originalmente oral e impressa em folhetos rústicos; suas histórias tradicionalmente contam causos regionais, porém atualmente também vêm sendo usadas para passar cultura e informação para a população. 

Recentemente, o cordelista Edmilson Santini fez uma série de apresentações de seu Cordel “Oswaldo Cruz, entre a febre e o mosquito”, na Casa da Ciência da UFRJ.  Mesmo não sendo um tema infantil,  sua peça sempre fez muito sucesso com a criançada.

- Elas entenderam a mensagem porque estão por dentro do tema. Também o visual ajuda um pouco. Eles ouvem falar do mosquito todo dia, na televisão, em casa; por outro lado, você tem o cuidado de contar a história sem rebuscar, indo direto ao assunto. Claro, com a poética. A poesia está presente, mas de forma a ser entendida por todos – explica.

Mas Edmilson não é o único que faz trabalhos sobre a dengue. José Olívio Paranhos, um professor que ministra oficinas e palestras sobre Literatura de Cordel, neste mês de abril apresentou, em Salvador, o espetáculo “A dengue assim não tem vez”. Ele acredita que o Cordel, pela sua linguagem fácil, atraente e engraçada, passa facilmente qualquer ideia e presta-se muito bem como ferramenta de educação e conscientização.

- Os jovens demonstram muito interesse em ler e aprender, é também um estímulo à leitura. Eles adoram. Já os agentes de endemias podem usar o Cordel quando visitam as casas. Muitas vezes os pais estão trabalhando, as crianças nas escolas; se um agente deixar um livro para eles lerem quando chegarem, vão ficar curiosos e vão começar a entender mais a responsabilidade de combater o mosquito.

Seja via Cordel, via funk, samba, teatro etc., o uso da cultura é fundamental para tornar o combate à dengue um hábito de toda a população. Então, se você também fez alguma atividade cultural nessa linha, entre em contato com o Portal Rio Contra Dengue e conte-nos sua experiência.

Clique aqiu e veja o vídeo com parte da apresentação de Edmilson Santini.

Clique aqui e visite o site do Cultura Antidengue.



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