SECRETARIA DE SAÚDE E DEFESA CIVIL PORTAL DO GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
BEM-VINDO
Rio Contra Dengue - Movimento do Rio de Janeiro contra a dengue. Participe

Neste espaço você conhecerá o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), uma pesquisa completa sobre a localização das áreas de maior risco de incidência do mosquito.

Confira os últimos números


disque denúncia dengue 0800 021 9191
Aumenta a letra Diminui a letra Giovanini Coelho: As estratégias contra a dengue no Brasil


“O controle da dengue é uma ação complexa que exige planejamento, exige articulação do setor saúde e fora do setor saúde. É a gestão integrada destas ações que vai impactar na transmissão da doença.” A afirmação é do coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Coelho.

Em entrevista exclusiva para o Portal Rio Contra Dengue, Giovanini falou das estratégias para controle da dengue no país, das pesquisas para a criação de uma vacina e sobre novas tecnologias e novas metodologias no combate à doença.

Leia abaixo a íntegra da entrevista:

RIO CONTRA DENGUE (RCD) - Sobre o avanço da dengue no Brasil, o que se espera para o verão de 2009?

Giovanini Coelho - As condições climáticas sócio-ambientais no Brasil ainda são favoráveis para que ocorra a epidemia de dengue no próximo verão. O que nós estamos fazendo, o Ministério da Saúde e também os Estados e Municípios, é um trabalho de intensificação em algumas áreas consideradas prioritárias para minimizar principalmente a ocorrência de óbitos.

RCD - De que forma o Governo Federal tem atuado na prevenção da dengue? Quais ações de controle da doença estão previstas?

Giovanini Coelho - A principal estratégia é a elaboração de planos de contingência. Planos estes que envolvem ações de combate ao vetor, assistência aos pacientes, comunicação e mobilização da população. Estes planos de contingência se traduzem em uma maior capacidade de resposta de uma situação de epidemia.

RCD - Como o Governo Federal pode ajudar o Estado do Rio de Janeiro a combater uma possível epidemia de dengue?

Giovanini Coelho - O Rio de Janeiro é um local que tem as condições ambientais propícias para a ocorrência de epidemias de dengue. O Ministério da Saúde, não só para o Rio de Janeiro, mas para as demais áreas, tem tomado uma série de medidas visando exatamente proporcionar e dotar os Estados e Municípios de uma maior capacidade de resposta.

RCD - Qual o papel das campanhas educativas no controle da doença? Na crise enfrentada pelo Rio de Janeiro percebeu-se que não bastava ensinar a população a combater o vetor. Foi necessário também explicar que a dengue não é apenas uma doença comum e que é preciso procurar os postos de saúde quando sentir os sintomas.

Giovanini Coelho - O Ministério da Saúde, isso sem contar a iniciativa dos Estados e Municípios, desenvolve campanhas de comunicação para a questão da dengue. Recentemente, inclusive, foi feita uma pesquisa, encomendada pelo próprio Ministério da Saúde, onde se constatou que cerca de 95% da população tinha conhecimento exato do que era a dengue, de como se transmitia, quais são os sinais e sintomas. Do ponto de vista da informação, esta é uma questão que nós superamos, sobre o conhecimento da população. A grande dificuldade e o grande desafio que a área de comunicação e mobilização tem é exatamente no comportamento das pessoas frente às medidas preventivas que devem ser adotadas para evitar a proliferação dos mosquitos, ou aquelas relacionadas a sua própria assistência médica. É muito comum ainda na população a questão da automedicação e a falta de cuidado para procurar um profissional médico quando se tem os sintomas da doença. Mas isso é um processo em que as campanhas de comunicação cada vez mais vão evoluindo, visando buscar a mudança de comportamento.

RCD - Qual a importância da hidratação oral para reduzir a letalidade da doença?

Giovanini Coelho - A hidratação de modo geral é uma atividade fundamental para evitar a ocorrência de óbitos, isso porque o principal sintoma que a dengue determina é exatamente um extravasamento dos líquidos dos vasos sanguíneos para as cavidades, o que acaba determinando o choque das pessoas. Então, este choque tem que ser revertido com a reposição de líquidos, seja por via venosa, através de soro, ou via oral. Então, é de fundamental importância que o individuo, mesmo que tenha apenas uma leve suspeita de dengue, tome bastante líquido e procure imediatamente um profissional médico para a identificação e diagnóstico.

RCD - Existe alguma campanha pensada para estimular as pessoas a se hidratarem?

Giovanini Coelho - Sim, sim. Os próprios protocolos do Ministério da Saúde. E mais especificamente agora, dada a gravidade dos casos, existem campanhas direcionadas à questão da hidratação.

RCD - Tem se falado muito sobre vacina. A vacina é uma realidade?

Giovanini Coelho - É uma realidade, mas que deve ser entendida como uma realidade ainda de forma cautelosa. Porque os ensaios estão na fase de ensaios clínicos. Não estão na fase de aplicar vacina em grandes grupos populacionais, até porque não se tem segurança ainda suficiente para fazer estes ensaios em grandes populações. Agora é uma expectativa mais concreta, diferente do que se tinha no passado, e que obviamente temos que esperar primeiro estes ensaios de campo para avaliar se efetivamente esta vacina é segura, se vai ser de baixo custo e se ela vai poder ser aplicada em massa na população.

RCD - O fumacê é a melhor estratégia para combater o vetor da dengue?

Giovanini Coelho - Primeiro de tudo devemos deixar claro que o fumacê não é estratégia para acabar com todos os mosquitos. O fumacê é uma estratégia que usa inseticidas químicos na forma espacial e que é possível utilizar seja em máquinas postais, você pode inclusive entrar nos quintais, seja com equipamentos pesados montados em veículos. O grau de eficácia deste estilo varia muito, pois depende muito das condições ambientais de onde este equipamento está sendo utilizado. Então, por exemplo, em locais que você tem áreas nos quais as casas são muradas e a população não abre as portas, a eficácia do fumacê vai ser limitada. Em minha opinião, mesmo com todas estas limitações, em uma situação de crise, onde você está tendo epidemia de dengue, você está tendo dengue hemorrágica, você está tendo dengue em criança, se você tiver uma estratégia destas, vamos supor ao invés de matar 100 mosquitos ela mata 30 mosquitos, em uma situação emergencial desta ela deve ser utilizada, porque ela causa um impacto relativo. Então, não deve e não pode ser utilizada na rotina, não deve ser entendida como uma ferramenta para ser utilizada na rotina, mas em uma situação contingencial sem dúvida.

RCD - O Ministério da Saúde está acompanhando, testando ou desenvolvendo novas tecnologias e metodologias de combate à dengue?

Giovanini Coelho - No ano passado o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, convocou um comitê de especialistas que assessora o Programa Nacional de Controle à Dengue. Este comitê é composto por gente ilustre, especialistas de academias e universidades. E o ministro perguntou a este comitê se faltava alguma coisa a ser feita que o programa brasileiro não estivesse usando. Todos foram unânimes em confirmar que tudo que estava disponível em tecnologia o programa brasileiro estava utilizando. Não existe formula mágica. O importante é entender que o controle da dengue é uma ação complexa que exige planejamento, exige articulação do setor saúde e fora do setor saúde. É a gestão integrada destas ações que vai impactar na transmissão da doença.

RCD - A prevenção à dengue envolve meio ambiente, mobilização da sociedade, empresas privadas etc. Não é interessante que todos participem?

Giovanini Coelho - Não é apenas interessante, é fundamental. Mas este processo não se dá automaticamente, se dá com um processo de gestão articulada, que em minha opinião, deve vir sobre a liderança do setor saúde, que deve promover articulação e convocar estes parceiros. Alguns programas municipais têm conseguido com êxito fazer isso. Vou citar como exemplo o município de Belo Horizonte, em que a gestão do programa de dengue tem a participação efetiva do serviço de limpeza urbana e da procuradoria do município para ajudar nas questões relativas a entrar em imóveis fechados. Ou seja, é a gestão integrada de diversos componentes que vai ser determinante para impactar na transmissão da doença.



Plantão dengue
Rio de Janeiro
29/07/2010 - BARRA MANSA MANTÉM TRABALHOS DE PREVENÇÃO À DENGUE

Brasil
28/07/2010 - LEVANTAMENTO DEIXA PETROLINA EM ALERTA CONTRA A DENGUE

Mundo
27/07/2010 - MORTES POR DENGUE NA COLÔMBIA CHEGAM A 115




RSS

O RSS (Really Simple Syndication) é uma maneira simples de você ficar sempre atento as atualizações deste portal.

Governo do Rio de Janeiro - SOMANDO FORÇAS SECRETARIA DE SAÚDE E DEFESA CIVIL COPYRIGHT 2008 SECRETARIA DE SAÚDE E DEFESA CIVIL