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Neste espaço você conhecerá o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), uma pesquisa completa sobre a localização das áreas de maior risco de incidência do mosquito.

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Solenidade de abertura do encontro


Fiocruz: dengue é questão central de saúde pública

Durante discurso de abertura do I Encontro Regional Pan-Americana da Rede de Pesquisa em Dengue, o vice-presidente e pesquisador titular da Fiocruz, Paulo Gadelha, afirmou que a dengue é doença complexa e se coloca como questão central de saúde pública.

Segundo ele, a abordagem no combate à doença não pode ser única, mas sim resultado da união de esforços de inteligência em pesquisa, serviço de saúde e comunicação. O Brasil é hoje responsável por 80% dos casos da doença notificados nas Américas.

"O desafio é muito contundente, e pela necessidade da resposta e pelo avanço tecnológico, o Brasil deve ser ator fundamental no processo de enfrentamento da dengue", disse Gadelha, acrescentando que financiamento para pesquisa não deverá ser problema para o avanço de estudos.

Confira abaixo o discurso do vice-presidente da Fiocruz:


Pesquisador ressalta importância de intercâmbio pan-americano de pesquisas

O diretor da organização internacional Pedriatic Dengue Vaccine Initiative (PDVI), Scott Halstead, ressaltou durante a abertura do I Encontro Regional Pan-Americana da Rede de Pesquisa em Dengue, em Recife, a iniciativa da criação de uma rede comum de estudos sobre a doença nas Américas.

"Aprendemos em reuniões sobre o assunto que estes encontros mais focados sobre aspectos básicos da dengue realmente funcionam. Eles fomentam um grande número de projetos colaborativos", disse Halstead.

A ONG PDVI, com sede na Coréia do Sul, recebeu financiamento de US$ 55 milhões da Fundação Bill & Melinda Gates para o desenvolvimento de vacinas contra a dengue. A vacina deverá estar pronta até o fim do ano, mas a sua aplicação em larga escala deverá estar disponível em cerca de cinco anos.

Confira abaixo o discurso de Scott Halstead:


Fiocruz: esforços coordenados podem acelerar avanços no combate à dengue

Durante discurso de abertura do Primeiro Encontro Regional Pan-Americano da Rede de Pesquisa em Dengue, em Recife, Ernesto Marques, do Departamento de Virologia e Terapia Experimental da Fiocruz Pernambuco, afirmou que a coordenação de esforços acelerará o desenvolvimento da pesquisa no combate à doença.

"A dengue é um problema global que acomete pelo menos a metade da população mundial. O mosquito circula nos aviões a jato, nos navios de carga e nas pessoas que se movimentam. Não será um indivíduo, um país ou uma instituição que vai resolver o problema. A participação de muitos pesquisadores será necessária para combater a doença", disse Marques.

Uma das principais vantagens na coordenação de pesquisas é evitar a duplicidade de esforços por parte de cientistas e pesquisadores de diferentes instituições.

Confira o vídeo da entrevista com Ernesto Marques:


Schatzmayr: conscientização de crianças é fundamental no combate à dengue

Em conversa com jornalistas durante o I Encontro Regional Pan-Americano da Rede de Pesquisa em Dengue, em Recife, o pesquisador titular e ex-presidente da Fiocruz, Hermann Schatzmayr, defendeu a massificação das campanhas de combate à dengue junto às crianças em sala de aula.

"É primordial mostrar vídeos sobre o inseto, trabalhar o assunto nas escolas, para que elas possam levar a informação para casa. Exibir o mosquito por dez segundos na televisão não surte efeito'', disse.

As experiências de regiões como o Sudeste Asiático e a América Latina podem ajudar no combate à doença, apesar do menor tamanho de outros países destas regiões também afetadas pelo mosquito.

"São países muito pequenos e realidades diferentes. Em Cuba, por exemplo, é do tamanho de Niterói. Lá e em Cingapura, as autoridades chegam a multar pessoas que deixam o foco do Aedes aegypti se proliferar. São leis duras", disse o pesquisador.

VACINA

Na opinião de Schatzmayr, o desenvolvimento de uma vacina contra os quatro sorotipos da dengue está a caminho, mas é preciso cautela e evitar comemorações antecipadas.

"O desenvolvimento de uma vacina em escala comercial não é para agora. É preciso um trabalho de convencimento da população. Vacina é coisa séria e quando ela for uma realidade, os Estados precisarão fazer uma campanha junto ao público. Em casos raros, vacinas podem trazer complicações ao paciente, de maneira que isto deve estar claro para a população, de maneira que não tenhamos ruídos de comunicação. Dengue é problema sério e não podemos entrar em correria", afirmou Schatzmayr.


DESAFIOS DE PESQUISA

Questionado quais são os principais desafios que os pesquisadores da dengue no Brasil enfrentam, Schatzmayr citou o diagnóstico rápido da doença, controle do vetor e produção de vacina para imunizar a população.

Segundo ele, o número de casos de dengue no país é aceitável devido ao caráter mundial da doença, mas o índice de letalidade (números de pacientes fatais por número de casos notificados) precisa ser diminuído.

"'O índice de mortalidade em decorrência da dengue deveria ser de 0,5% a 1%. Mas já registramos 10%, isso é um absurdo", disse o pesquisador.

Neste sentido, Schatzmayr acredita numa mobilização mais eficaz por parte dos governos no combate à doença em 2009, já que a sistemática de implantação de tendas de atendimento e de remanejamento de médicos já foi desenvolvida em 2008.

O aumento da dengue junto às crianças é um dos maiores motivos de preocupação, segundo ele. O diagnóstico rápido da doença no público infantil é o grande desafio que a doença impõe aos pediatras.

"O aparecimento de viroses deve ser muito bem estudado pelos pediatras, porque a dengue está ganhando força junto às crianças", destacou Schatzmayr, acrescentando que crianças, ao contrário de adultos, ainda não têm os anticorpos da doença por não terem sido infectadas.

Segundo o pesquisador, o Brasil investe US$ 500 milhões anuais no combate à dengue.

Clique aqui para baixar o vídeo com a apresentação de Schatzmayr
(tamanho 340MB)


Pesquisador ressalta importância de vacina tetravalente contra dengue

O desenvolvimento de uma vacina tetravalente contra a dengue é fundamental no combate à doença, segundo afirmou o diretor da organização internacional Pedriatic Dengue Vaccine Initiative (PDVI), Scott Halstead, durante o I Encontro Regional Pan-Americano da Rede de Pesquisa em Dengue, em Recife.

"Precisamos combater os quatro sorotipos? Infelizmente sim. São possíveis 12 combinações de infecções secundárias que levam à febre hemorrágica da dengue (FHD). Precisamos estar preparados para todas elas", afirmou o pesquisador norte-americano, que já registrou infecções terciárias levando à FHD, na Tailândia, e casos semelhantes sem o desenvolvimento da forma mais grave da dengue, em Cuba.

A dengue está presente em quase todos os países do mundo localizados em regiões tropicais e subtropicais. Mais ou menos 3 bilhões de pessoas vivem nestas regiões, e 50 e 100 milhões de pessoas são infectadas a cada ano, com taxas de mortalidades entre 1% e 5%, de acordo com Halstead, que pesquisa dengue desde os anos 60.

Os principais fatores para o agravamento da dengue em todo o mundo, segundo Halstead, são o aumento da população global, migração do campo para as cidades, crescimento das áreas urbanas, degradação das cidades, viagens aéreas, problemas dos sistemas de saúde e falta de profissionais dedicados ao controle dos vetores.

VACINA

Se a vacina que a PDVI está produzindo passar nos testes, em quatro ou cinco anos estará disponível ao público, segundo Halstead. Gigantes do setor farmacêutico como GlaxoSmithKline e sanofipasteur estão em estágio avançado das pesquisas em busca de uma vacina.

A vacina já está sendo testada em outros países latino-americanos, como Panamá, Cuba e Costa Rica, mas o Brasil também deverá fazer parte das triagens. "Com certeza haverá testes em território brasileiro. Não podemos imaginar uma triagem como essa sem incluir o Brasil", afirmou Halstead.

Apesar de a vacina se destinar a crianças, adultos e idosos, por questões éticas, a triagem vem sendo realizada apenas em adultos, segundo o pesquisador.

Confira o vídeo da entrevista com Scott Halstead:

Clique aqui para baixar o vídeo com a apresentação de Halstead
(tamanho 587MB)


Fiocruz: combate à dengue deve ser estratégia de longo prazo


133 trabalhos foram expostos em pôsteres

Aumentar os recursos destinados à pesquisa no combate à dengue no curto prazo não traria resultados concretos rapidamente. Esta é a opinião do pesquisador Ernesto Marques, do Departamento de Virologia e Terapia Experimental da Fiocruz Pernambuco.


"Não é uma coisa que se pode fazer da noite para o dia. Se o governo decidir aumentar os recursos para pesquisa em vinte vezes, você não vai ter um número suficiente de cientistas para trabalhar naquela área de uma hora para outra. Isto leva anos", disse Marques a jornalistas durante Primeiro Encontro Regional Pan-Americano da Rede de Pesquisa em Dengue, em Recife.

Neste sentido, um planejamento estruturado de saúde pública em longo prazo é fundamental, na opinião do pesquisador. Segundo ele, o país não pode interpretar uma eventual redução no número de casos de dengue como um abrandamento da doença.

"O brasileiro tem memória curta. Se passarmos 3 ou 4 anos sem dengue, todo mundo se esquece, como se esqueceu da febre amarela e outras doenças", disse.


LIDERANÇA EM PESQUISA

O Brasil tem condições de assumir a liderança global nas pesquisas de dengue em 10 anos, segundo Marques. Hoje, Cuba supera o país em termos de desenvolvimento.

"Em relação à América Latina, apesar de sermos o país com o maior número de casos de dengue, hoje só não temos tanta experiência quanto os cubanos. Dengue é muito mais recente no Brasil do que em Cuba, que lida com a doença há muito mais tempo. Durante as décadas de 50 e 60, não tínhamos Aedes aegypti na América do Sul, mas sim em todo o Caribe. Cuba nunca erradicou o mosquito", disse Marques.

Com o aumento da doença no Brasil, o combate à dengue passou a ser prioridade no país, e, com isso, a pesquisa se intensificou.

"Acredito que daqui para frente, por ser parte interessada, o Brasil tem condições de assumir a liderança global nas pesquisas. No entanto, não se trata de uma corrida de Fórmula-1 ou um campeonato de futebol. Isto é uma grande responsabilidade, e quem anda na frente das pesquisas corre mais riscos. O risco de estar na liderança é levar todos os outros (pesquisadores) para o caminho errado", disse Marques.


Fiocruz mineira prepara CD-ROM com informações sobre a dengue


Tela do CD-ROM que será lançado em agosto

A doutoranda Denise Nacif Pimenta, do Centro de Pesquisas Rene Rachou, da Fiocruz de Minas Gerais, e uma equipe de pesquisadores do Laboratório de Educação e Saúde, pretendem lançar até o fim do ano um CD-ROM interativo com material eletrônico de treinamento para profissionais da saúde.

"Este CD-ROM na verdade foi feito em 2005 pela Training in Tropical Diseases (TDR), da Organização Mundial da Saúde, e pela Wellcome Trust, do Reino Unido. Este conteúdo foi adaptado para a realidade brasileira e latino-americana por 20 pesquisadores da Fiocruz", disse Denise. Wellcome Trust é a maior rede sem fins lucrativos de financiamentos a pesquisas médicas de todo o mundo.

Entre os destaques do CD-ROM estão cerca de 800 imagens em alta definição com descrições integrais, glossários e 10 tutoriais sobre temas como transmissão e diagnóstico clínico, que o usuário poderá consultar de acordo com suas necessidades.

"O público-alvo é o servidor de saúde de nível superior, mas ele pode ser quebrado em várias etapas. Por exemplo, as animações do CD-ROM podem ser utilizadas por professores para ensinar crianças. Trata-se de uma ferramenta bastante maleável", afirmou Denise.


Temperatura no estado é favorável ao desenvolvimento do Aedes Aegypti, diz pesquisadora

A temperatura no Rio de Janeiro facilita o espalhamento e, com isso, aumenta os limites do Aedes Aegypti na cidade, segundo pesquisa realizada por pesquisadores do setor de Epidemiologia e Doenças Infecciosas e pelo Instituto de Microbiologia da UFRJ. No entanto, o índice pluviométrico não tem influência direta sobre a proliferação do vetor, de acordo com a pesquisadora Adriana Fagundes Gomes, "Não encontramos nenhuma correlação, mas precisamos estudar mais porque nossos resultados mostraram que o maior número de casos ocorreu com um índice pluviométrico de 200mm", afirmou.

Além disso, não há qualquer correlação entre os anos de epidemia da dengue e o fenômeno climático El Niño.

O levantamento, feito com temperaturas entre os meses de verão de 1986 a 2003, mostra que a temperatura mínima é um fator determinante para prever o risco de epidemia, e que este modelo de avaliação pode trazer vantagens sobre pesquisas de larvas e outras pesquisas de campo porque se baseia em dados metereológicos mais econômicos e fáceis de obter.

"Nosso trabalho é estudar o fator clima na distribuição da dengue na cidade do Rio de Janeiro, que tem a temperatura média ótima para adaptação e sobrevivência do mosquito transmissor", disse a pesquisadora durante o I Encontro da Rede Pan-Americana de Pesquisa em Dengue, em Recife.

Confira a entrevista de Adriana Fagundes Gomes:


Pesquisador da Fiocruz diz que vacina contra dengue está próxima

As pesquisas mundiais em busca de uma vacina contra a dengue estão em estágio bastante avançado. Esta é a principal conclusão que se pode tirar do I Encontro da Rede Pan-Americana de Pesquisa em Dengue, segundo André Furtado, do Laboratório de Vacinologia e Terapia Experimental do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães, da Fiocruz.

"Pudemos ver que diversas vacinas estão em estágio avançado de pesquisa, e outras no meio do caminho, mas com as melhores perspectivas possíveis", declarou Furtado, que trabalhou no Comitê Organizador do Encontro, realizado em julho em Recife.

Segundo o pesquisador, outro aspecto importante do evento foi a oportunidade de intercâmbio de idéias entre pesquisadores brasileiros e de outros países.

"Diversas pessoas estão interessadas em estabelecer cooperação com nosso laboratório da Fiocruz, em Pernambuco. Além disso, no evento os pesquisadores puderam estabelecer cooperações entre eles para avançar mais rapidamente as pesquisas que eles estão fazendo", declarou.

Confira a entrevista de André Furtado:


Pesquisador ressalta importância da participação popular no combate à dengue


Pesquisadores apresentam trabalhos no encontro

Durante o I Encontro da Rede Pan-Americana de Pesquisa em Dengue, o pesquisador João Siqueira Jr, da Universidade Federal de Goiás (UFGO) declarou que a participação popular no combate à dengue é fundamental no combate à doença, aliada à presença forte do Estado no controle do mosquito.

"As ações governamentais podem ser melhoradas, com certeza, mas a participação da população é fundamental neste processo, porque ajudam as ações do governo a atingirem um melhor desempenho", afirmou Siqueira, um dos integrantes do comitê organizador do evento.

Ele acrescentou que a população goianiense tem colaborado fortemente com os estudos sobre a doença. "A aceitação tem sido grande. Nossos estudos foram feitos durante épocas de elevada incidência da doença, e a participação popular mostra o quanto as pessoas estão preocupadas com a dengue", disse.

Siqueira e sua equipe do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública estudaram o custo da dengue na região Centro-Oeste brasileira. Eles levantaram o custo por caso ao avaliar custos médicos, não-médicos e indiretos. A metodologia do estudo consistiu em dividir os 410 pacientes pesquisados em dois grupos: ambulatórios e hospitalizados.

O custo total por caso de dengue foi de US$ 315 (R$ 496) no caso dos pacientes atendidos em ambulatórios e de US$ 696 (R$ 1.096) para os pacientes hospitalizados, com custos diretos e indiretos representando 48,8% e 51,2% do total, respectivamente.

"O custo do atendimento médico direto para os pacientes internados e não internados foi maior no setor público, refletindo o maior número de visitas de médicos e duração da hospitalização. Um caso de dengue resultou numa alta despesa e em altos custos de tratamento médico e de gastos elevados por parte das famílias", conclui o estudo.


Agravamento da dengue é maior no Sudeste Asiático, diz pesquisador

A proporção de casos de dengue que evoluem para a forma mais grave da doença - a dengue hemorrágica - é muito menor no Brasil e na América Latina do que em países do sudeste asiático.

A razão por trás disto pode ser a combinação de alelos (várias formas alternativas do mesmo gene) sem equilíbrio de ligamento - haplotipos.

Trabalho divulgado pelo professor Ulisses Braga-Netto, da Texas A&M University, dos EUA, em colaboração com a Fiocruz de Pernambuco, mostra que o haplotipo HLA-Cw15, que mostrou maior resistência à infecção secundária da dengue 3, é mais incidente nas Américas, enquanto o HLA-Cw1, mais suscetível a desenvolver a febre hemorrágica da dengue (FHD), é encontrado com maior freqüência nos cidadãos do sudeste da Ásia.

"A freqüência do alelo HLA-Cw1 na população do sudeste asiático é de 3 a 7 vezes maior do que na população das Américas, sugerindo que a predominância deste haplotipo na Ásia pode parcialmente explicar a maior suscetibilidade desta população a desenvolver com maior freqüência as formas graves da doença", diz o estudo.

A maior incidência do haplotipo mais resistente à infecção secundária nas Américas é resultado da maior mistura de raças e povos, segundo o professor.

Confira vídeo do professor Ulisses Braga-Netto falando sobre a importância do I Encontro da Rede Pan-Americana de Pesquisa em Dengue:


Sequenciamento genômico ajuda no raio-X dos casos de dengue em 2008

Pesquisadores da Fiocruz divulgaram no I Encontro da Rede Pan-Americana de Pesquisa em Dengue, em Recife, os resultados preliminares de uma pesquisa sobre a reaparição do tipo 2 (genótipo 3) da doença no Rio de Janeiro em 2008.

"Através de diagnóstico laboratorial e de uma análise epidemiológica dos casos fatais no estado do Rio, avaliamos que houve uma grande severidade e casos fatais entre crianças", afirmou a pesquisadora Flávia dos Santos, do Laboratório de Flavivirus da Fiocruz.

O seqüenciamento genômico feito pelos pesquisadores mostrou que o genótipo 3 da dengue 2 estava circulando durante o período de maior força da dengue no estado.

A co-circulação dos tipos 2 e 3 da dengue detectados durante o período causaram mortes em adultos e crianças em 2007, mas o tipo 2 foi predominante em 2008 entre os casos fatais estudados por Flávia dos Santos e sua equipe.

Pela inédita incidência maior da dengue hemorrágica entre crianças em 2008, a pesquisadora avalia que pediatras estarão mais atentos com relação à dengue daqui em diante.

"Foram muitos casos. Este era um perfil que não estava sendo visto no estado do Rio de Janeiro anteriormente. Geralmente, os casos eram em adultos, segundo os dados de epidemiologia dos anos anteriores. Era uma doença não muito comum para o pediatra. Após 2008, acreditamos que eles estarão mais bem preparados", declarou a pesquisadora, ressaltando a necessidade dos pais estarem atentos ao estado da criança e procurar a rede de postos de saúde assim que os sintomas forem detectados.

Esta tendência de aumento da dengue entre crianças já havia sido detectada em outros estados, e a partir do ano passado no Rio de Janeiro, resultado principalmente de infecções secundárias.

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