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Neste espaço você conhecerá o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), uma pesquisa completa sobre a localização das áreas de maior risco de incidência do mosquito.
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30/03/2010 Centro Interescolar Estadual Miécimo da Silva é palco da quarta Oficina de Funk da Dengue Depois das comunidades de Manguinhos, Ladeira dos Tabajaras e Chapéu Mangueira, foi a vez do Centro Interescolar Estadual Miécimo da Silva, em Campo Grande, receber nesta terça-feira (30.03) a quarta e última Oficina de Funk da Dengue. A ação, parte da agenda Cultura Antidengue - braço de mobilização da campanha Rio Contra Dengue Verão 2009/2010 -, lotou o auditório da escola. Por mais de três horas, os cerca de 400 estudantes entre 14 e 18 anos escutaram atentamente as dicas dadas pelo MC Leandro da Furacão 2000 sobre como escrever uma letra de funk. Já os conteúdos técnicos ficaram por conta da equipe da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec). – Toda informação é válida, desde que a população assimile o que estamos dizendo. Escolhemos o funk por ser um movimento musical e cultural que atinge a todas as camadas da sociedade, principalmente crianças e jovens. Nesse sentido, a Oficina ajuda a ampliar a participação dessa faixa etária. Trabalhar com o público infanto-juvenil é formar futuros cidadãos -, disse o coordenador da Vigilância Ambiental, Mário Sérgio Ribeiro. Com o intuito de atingir esse público-alvo, a Sesdec firmou uma parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) para que o funk cidadão fosse levado para a escola. Como resultado, os alunos puderam contextualizar o que aprendem em sala de aula, como explica a professora de Biologia, Andrea Mendonça. - Acho o ambiente escolar ideal para uma iniciativa como essa, pois os alunos puderam contextualizar o conteúdo das aulas, vendo na prática o que é dengue. Eles estão se tornando multiplicadores das ações de saúde -, afirmou. Mas quando o assunto é dengue, todos são eternos estudantes. Durante uma hora foram os mestres que viraram alunos e receberam orientações sobre como proceder para evitar novos focos do Aedes aegypit e o que fazer com os já existentes. A ideia é que eles virem disseminadores das informações. “Rio Contra Dengue é poder” foi o funk mais aplaudido pelos estudantes. Criado por Lucas Cancante, 16 anos (2º ano), João Marcos Gomes, 17 anos (3º ano) e Victor Andrade, 16 anos (2º ano), a letra fala da importância da participação da comunidade na vigilância à proliferação do mosquito. Foi Victor que, tão logo soube da Oficina, começou a escrever a base do funk em casa. Os amigos terminaram a letra com a ajuda do MC Leandro. - Isso aqui que aconteceu hoje é muito legal. A gente começa a se conscientizar já que a dengue tá aí e pode matar -, alertou Lucas. Também foram instalados na escola dois estandes e, em um deles, técnicos da Vigilância Ambiental da Sesdec montaram mini-laboratórios, onde os jovens puderam conhecer os ciclos de vida do Aedes aegypti e também um pouco mais sobre os animais peçonhentos. Agentes de controle da dengue – De 13h às 17h 60 bombeiros treinados como agentes de controle da dengue e técnicos da Sesdec realizaram na região um trabalho de educação continuada. Eles visitaram 303 imóveis, eliminaram 4 focos do mosquito e 136 depósitos. Desses, 47 foram tratados com Diflubenzurol. Concurso Funk da Dengue – Os interessados em participar da iniciativa podem escrever letras originais de músicas que tratem do tema até o dia 31.03, através do site http://www.riocontradengue.rj.gov.br. Até esta terça, já havia mais de 600 inscritos. O primeiro colocado receberá um laptop, já o segundo e o terceiro irão ganhar, respectivamente, um aparelho de som e um MP4. As três letras serão musicadas pela equipe de som Furacão 2000. A cerimônia de premiação do Concurso Funk da Dengue será na primeira semana de maio no Teatro João Caetano. Uma pesquisa do Ministério da Saúde mostrou em 2008 que mais de 90% da população já sabiam o que precisava ser feito para combater o mosquito, mas não se mobilizava. Para resolver a questão, a Sesdec resolveu utilizar movimentos culturais e esportivos para incentivar a adesão da população. Assim nasceu a agenda Cultura Antidengue, da Campanha Rio Contra Dengue Verão 2009/2010. Trata-se de um grande conjunto de ações de mobilização popular organizado pela Secretaria, que tem como parceiros o AfroReggae, a Furacão 2000, a Fundição Progresso, o Planet Globe, entre outros. Após a epidemia de 2008, o Estado foi um dos que apresentou o maior percentual de queda em números de casos no país: 96%. Naquele ano foram notificados 259.392 casos de dengue, com 240 mortes confirmadas. Em 2009, o Estado registrou um total de 12.403 casos notificados de dengue e 12 óbitos confirmados pela doença. Em 2010, até o dia 23 de março o Rio de Janeiro registrou 4.188 casos e 5 óbitos.
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