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Neste espaço você conhecerá o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), uma pesquisa completa sobre a localização das áreas de maior risco de incidência do mosquito.
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A abordagem do paciente com suspeita de dengue deve seguir uma rotina mínima de anamnese e exame físico. Essas informações são necessárias para o estadiamento e o planejamento terapêutico adequados.
Caso suspeito de dengue Todo paciente que apresentar doença febril aguda com duração máxima de até sete dias, acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: cefaléia; dor retroorbitária; mialgia; artralgia; prostração ou exantema associados ou não à presença de hemorragias. Além desses sintomas, deve ter estado, nos últimos 15 dias, em área onde esteja ocorrendo transmissão de dengue ou tenha a presença de Aedes aegypti. Todo caso suspeito deve ser notificado à Vigilância Epidemiológica. A presença de sinais de alerta (relacionados a seguir) indica a possibilidade de gravidade do quadro clínico. Sinais de alerta da dengue a) Dor abdominal intensa e contínua; b) Vômitos persistentes; c) Hipotensão postural; d) Hipotensão arterial; e) Pressão diferencial <20mmHg (PA convergente); f) Hepatomegalia dolorosa; g) Hemorragias importantes; h) Extremidades frias, cianose; i) Pulso rápido e fino; j) Agitação e/ou letargia; k) Diminuição da diurese; l) Diminuição repentina da temperatura corpórea ou hipotermia; m) Aumento repentino do hematócrito. Todo paciente com suspeita de dengue deverá ser reavaliado clinicamente, com ênfase na busca por sinais de alerta e exame físico. Anamnese A história clínica deve ser mais detalhada possível e os itens abaixo devem constar em prontuário: 1. História da doença atual a) Cronologia dos sinais e sintomas; b) Caracterização da curva febril; c) Pesquisa de sinais de alerta. 2. Epidemiologia a) Presença de casos semelhantes no local de moradia ou de trabalho; b) História de deslocamento nos últimos 15 dias. 3. História patológica pregressa a) Doenças crônicas associadas: hipertensão arterial, diabete melito, DPOC, doenças hematológicas crônicas (principalmente anemia falciforme), doença renal crônica, doença severa do sistema cardiovascular; doença ácido-péptica e doenças auto-imunes; b) Uso de medicamentos, sobretudo antiagregantes plaquetários, anticoagulantes, antiinflamatórios e imunossupressores. Exame físico 1. Exame físico geral a) Ectoscopia; b) PA em duas posições (sentado/deitado e em pé) e pulso; c) Temperatura; d) Ritmo respiratório; e) Hidratação. 2. Exame físico específico a) Pele: manifestações hemorrágicas, turgor, coloração; b) Segmento torácico: pesquisa de derrame pleural/pericárdico; c) Segmento abdominal: pesquisa de hepatomegalia, dor e ascite; d) Neurológico: orientado pela história clínica, nível de consciência, sinais de irritação meníngea. 3. Prova do laço 1º - desenhar um quadrado com uma área ao redor do polegar no antebraço do paciente e verificar a pressão arterial (PA); 2º - calcular o valor médio = (PAS + PAD) / 2; 3º - insuflar novamente o manguito até o valor médio e manter por 5 minutos em adultos e 3 minutos em crianças ou até o aparecimento de petéquias ou equimoses; 4º - contar o número de petéquias no quadrado. A prova é considerada POSITIVA se houver 20 ou mais petéquias em adultos e 10 ou mais em crianças. Observação: a prova do laço NÃO é patognomônica de Febre Hemorrágica do Dengue (FHD) e podem ocorrer em outras situações clínicas que cursam com alteração da permeabilidade capilar ou trombocitopenia (idade avançada ou coagulopatias); A prova do laço é, portanto, importante para a triagem de pacientes com potencial alteração da permeabilidade vascular e não há contra-indicações em doenças crônicas (DM, HAS, etc.). Diagnóstico diferencial Considerando que a dengue tem um amplo espectro clínico, as principais doenças que fazem diagnóstico diferencial são: influenza, rubéola e outras doenças exantemáticas, meningococcemia, febre amarela, leptospirose, malária, hepatite infecciosa, hantavirose, riquetsioses. Além das doenças citadas,outros agravos devem ser considerados de acordo com a situação epidemiológica da região. Estadiamento e tratamento Os dados de anamnese e exame físico serão utilizados para estadiar os casos e para orientar as medidas terapêuticas cabíveis. É importante lembrar que a dengue é uma doença dinâmica, o que permite que o paciente evolua de um estágio a outro rapidamente. O manejo adequado dos pacientes depende do reconhecimento precoce de sinais de alerta, do contínuo monitoramento e re-estadiamento dos casos e da pronta reposição hídrica. Com isso torna-se necessária a revisão da história clínica, acompanhada do exame físico completo a cada reavaliação do paciente, com o devido registro em instrumentos pertinentes (prontuários, ficha de atendimento, cartão de acompanhamento). Atenção: os sinais de alerta e agravamento do quadro costumam ocorrer na fase de remissão da febre. Não há tratamento específico para a dengue, o que o torna eminentemente sintomático ou preventivo das possíveis complicações. As drogas antivirais, interferon e gamaglobulina, testadas até o momento, não apresentaram resultados satisfatórios que subsidiem sua indicação terapêutica. |
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