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Dengue Clássica/Dengue Hemorrágica

A dengue é uma doença febril aguda causada por um arbovírus do gênero Flavivírus, pertencente à família Flaviviridae. São conhecidos quatro sorotipos: DENV 1, DENV 2, DENV 3 e DENV 4.

Ocorre e se dissemina especialmente nos países tropicais, onde as condições do meio ambiente favorecem o desenvolvimento e a proliferação do Aedes aegypti, principal mosquito vetor. Mosquitos do gênero Aedes albopictus também podem transmitir a doença, principalmente nos países asiáticos. Estes mosquitos também podem transmitir outras arboviroses, como a Chikungunya e a Zika.

As arboviroses são assim denominadas em função da origem da sigla em inglês “arthropod borne virus”, ou seja, vírus que são transmitidos ao homem e outros animais pela picada de vetores artrópodes hematófagos.

No caso da dengue, a fonte da infecção e reservatório vertebrado é o ser humano. Foi descrito, na Ásia e na África, um ciclo selvagem envolvendo macacos.


Modo de transmissão

A transmissão se dá pela picada dos mosquitos Aedes aegypti no ciclo: ser humano – Aedes aegypti – ser humano. Após um repasto de sangue infectado, o mosquito está apto a transmitir o vírus, depois de 8 a 12 dias, período chamado de incubação extrínseca. A transmissão mecânica também é possível, quando o repasto é interrompido e o mosquito, imediatamente, se alimenta num hospedeiro suscetível próximo. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções com uma pessoa sadia, nem por intermédio de fontes de água ou alimento. Há relatos de casos de transmissão vertical (gestante - bebê).


Sintomas

A infecção por dengue causa uma doença cujo espectro inclui desde formas oligossintomáticas ou assintomáticas até quadros com hemorragia e choque, podendo evoluir para o óbito. Na dengue, a primeira manifestação, em geral, costuma ser a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, seguida de cefaleia, mialgia, prostração, artralgia, anorexia, astenia, dor retroorbital, exantema, prurido cutâneo.

Casos graves podem ocorrer e, geralmente, no período de remissão da febre é justamente quando os sinais de alarme aparecem e devemos ficar alertas:

Sinais de alarme

  • Dor abdominal intensa e contínua;
  • Vômitos persistentes;
  • Hipotensão postural e/ou lipotímia;
  • Sonolência e/ou irritabilidade;
  • Hepatomegalia dolorosa;
  • Hemorragias importantes (hematêmese e/ou melena);
  • Diminuição da diurese;
  • Diminuição repentina da temperatura corpórea ou hipotermia;
  • Desconforto respiratório;
  • Aumento repentino do hematócrito;
  • Queda abrupta das plaquetas.

Na dengue grave, independentemente do aparecimento ou não de manifestações hemorrágicas, a pessoa pode evoluir para o choque e óbito:

Sinais de choque

  • Pressão arterial convergente (PA diferencial<20mmHg);
  • Hipotensão arterial;
  • Extremidades frias;
  • Cianose;
  • Pulso rápido e fino;
  • Enchimento capilar lento >2 segundos.


Aparecimento dos sintomas

O período de incubação (desde a infecção/picada do mosquito fêmea até o aparecimento dos sintomas) varia de 3 a 15 dias, sendo em média de 5 a 6 dias.


Duração dos sintomas

A doença tem duração de 5 a 7 dias, mas o período de convalescença pode ser acompanhado de grande debilidade física, e prolongar-se por várias semanas.


O que fazer em caso de sintomas

Procurar imediatamente o atendimento médico, relatando os sintomas e indicando quando eles iniciaram. Não esquecer de beber bastante líquido durante todo o processo, já desde o primeiro dia do aparecimento dos sintomas!


Prevenção

A melhor forma de prevenir a dengue é eliminar locais que possam acumular água parada, ou seja, os criadouros do mosquito. Não havendo água parada, as fêmeas não têm um local adequado para que seus ovos se desenvolvam, e assim a população de mosquitos adultos vai sendo reduzida até não representar mais perigo na transmissão da doença.

As medidas de Prevenção e o Modo de Transmissão da Dengue agora também devem ser lembrados e destacados para as febres causadas pelo vírus do chikungunya e zika. Para saber mais dessas doenças, seguem abaixo algumas informações importantes.


Referências:

SITE: http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs327/en/Chikungunya, acesso em 27 de novembro de 2015, World Health Organization.

Ministério da Saúde. Febre pelo vírus Zika: uma revisão narrativa sobre a doença. Boletim Epidemiológico, ISSN 2358-9450, Secretaria de Vigilância em Saúde − Ministério da Saúde, Volume 46, N° 26, 2015.

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. Volume Único – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2014.


Denúncia de focos



As secretarias Municipais de Saúde são as responsáveis pelo combate direto ao mosquito.

Clique aqui e veja como entrar em contato com a secretaria de sua cidade.
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